Marcela,
Fico bem feliz em saber que saiu tudo (quase) perfeito e que o incidente com o pé não foi nada mais grave.
O Tahiti é o paraíso na terra, não dá vontade de ir embora.
Lendo seu relato, lembrei do primeiro e-mail que recebi de você, pedindo dicas e que, se eu não pudesse ajudar, que ao menos respondesse. Eu já tinha passado por isso! Mandado vários e-mails para agências e muitas delas sequer me deram retorno. As que deram, tinham preços estratosféricos! Uma falta de consideração com o cliente.
Ainda bem que hoje em dia podemos contar com os blogs de viagens. Eu já me socorri em vários.
Espero que consiga voltar em breve ao Tahiti.
Muitas felicidades ao casal nessa nova caminhada.
Obrigada pelas fotos!
Beijos,
Andressa


(fotos da Marcela)
Olá,
Andressa!
Primeiramente,
gostaria de agradecer as valiosas dicas que você me deu, pois só assim consegui
fechar tudo bem rapidinho!
Inicialmente,
procurei as grandes e famosas agências de viagem aqui do Rio de Janeiro para
pegar uma cotação, no entanto, para minha surpresa muitas não responderam e
outras me enviaram propostas incompletas, pois ora não conseguiam reservar vôos
e ora não conseguiam reservar hotéis! Independente disto, mesmo a cotação
incompleta estava saindo mais cara que a cotação completa da agência que você
me indicou! Os vôos eu comprei pelo site
que você também me indicou!
Bem,
o planejamento da nossa viagem era 4 noites em Bora Bora e 2 noites em
Rangiroa! Para isso, precisamos dormir na
ida 1 dia em Guarulhos e 1 dia em Papeete e na volta 1 dia em Santiago!
Todos
os vôos saíram na hora marcada! Na ida,
já que tivemos que ficar seis longas horas no aeroporto de Santiago, compramos
numa lojinha biscoitos, bolo e barras de cereais para termos nos hotéis (dica
da Andressa)!
Em
Papeete, fomos recebidos pelo receptivo da agência que nos levou até o hotel
Intercontinental. Como o vôo chegou de
madrugada, tivemos apenas 4 horas no hotel!
Achei o atendimento, o hotel, a piscina (só vi na hora do check-out),...
tudo maravilhoso! E esse era só o começo...
- Bora Bora
Optamos
por ficar todas as 4 noites no hotel Intercontinental Thalasso! Pagamos pelo bungalow mais barato e tivemos
um upgrade em função do cartão Ambassador!
O
hotel é maravilhoso, superou todas as minhas expectativas! O atendimento, a decoração, o bungalow, as
áreas comuns, o café-da-manhã, o jantar... não tenho do que reclamar!
Como
chegamos bem antes do horário do check-in, nos disponibilizaram um pequeno
quarto com banheiro para deixar nossas malas e nos trocarmos, para já começar a
explorar o hotel!
O
lugar mais lindo do hotel é onde fica a Capela, pois eles fizeram uma lagoa lá,
aliás ali é o melhor local do hotel para fazer snorkel! Esse local vale muitas fotos! Fiquei um pouco decepcionada, pois onde ficam
os bungalows é raro ver um peixe!
Todo
dia às 14hs as arraias aparecem na praia do hotel e ficam esperando para serem
alimentadas! Os hóspedes também podem alimentar, basta ter coragem...
Contratamos
2 atividades com o próprio hotel: o passeio privado no Moana Jet Boat (inclui
snorkel com peixes tropicais, arraias, tubarões, nos corais e ao final um
almoço num motu com direito a mesa e cadeiras na água) e 15 minutos de
helicóptero! O Moana Jet Boat também dava direito a fazer o jet-ski, que
poderia ser feito em outro dia! Confesso
que não fiquei muito a vontade com as arraias e os tubarões, mas não podia
deixar de entrar na água. É importante deixar dias livres para
aproveitar a praia do hotel, o bungalow e as atividades que o hotel oferece!
Infelizmente,
no terceiro dia, o meu marido torceu o pé jogando futebol na praia do hotel com
os “pool boys” e outros hóspedes!
Ficamos o resto do dia de molho no bungalow! Como o pé estava bastante
inchado e ele não conseguia colocar no chão, acionamos o seguro-viagem e, para
nossa surpresa, eles enviaram um médico a noite no bungalow! Não posso deixar de mencionar a eficiência da
equipe de concierge que, junto com a empresa do seguro, organizou a vinda do
médico até o bungalow, nos ofereceu jantar no bungalow sem custo adicional,
fizeram a tradução francês-inglês (o médico falava mal inglês e nós não
entendíamos nada de francês) e ficou de prontidão pelo resto de nossa estadia
para nos locomover com o “carrinho de golfe” entre as dependências do hotel! Em
função do ocorrido, tivemos que cancelar o jet ski e resolvemos fazer o passeio
de helicóptero.
Fomos
um dia ao Intercontinental La
Moana, pois queríamos conhecer a praia Matira que fica próxima
de lá! Tentei dar um passeio pelas
redondezas (fui sozinha, pois o marido estava com o pé imobilizado), mas
encontrei cachorros no caminho e preferi voltar (li que era melhor ficar longe
dos cachorros na Polinésia rsrsrs)!
Achei o Thalasso bem superior ao La Moana!
Todo
dia de manhã o hotel deixava na porta do quarto um jornal “Brasil Hoje” com um
resumo das principais notícias do Brasil em português! Achei isso o máximo!
- Rangiroa
Na
nossa próxima parada ficamos no hotel Kia Ora.
O hotel também é maravilhoso, apesar de não ter a mesma estrutura do Thalasso! Ficamos mal acostumados com as mordomias do
Thalasso e suas dezenas de funcionários, mas o Kia Ora também é excelente, pelo
visto é o melhor da região!
Já
no hotel, fomos recepcionados pela Verônica, uma mexicana muito simpática. Ela foi super atenciosa conosco, inclusive
nos pediu por favor para falar em português com ela (nesta altura já estávamos
falando em inglês involuntariamente), pois ela tinha poucas oportunidades de falar
em espanhol e português por lá!
No
Kia Ora, optamos pelo quarto mais simples e que para nós era mais do que
suficiente. Era um bungalow que ficava a
beira da praia e tinha uma jacuzzi na varanda com espreguiçadeiras. Tinha uma vista linda para o mar degradê. Não entrei em nenhum bungalow na água do Kia
Ora, mas uma vantagem em relação ao Thalasso é que lá tinha bastante peixe
embaixo!
No
primeiro dia tivemos dois inconvenientes no hotel. Primeiro, alugamos uma
scooter para ver os golfinhos no Tiputa Pass, mas a scooter não chegou no horário
combinado! Não conseguimos ver os
golfinhos no primeiro dia! Já à noite,
percebemos que o ar condicionado do quarto estava quebrado e tivemos que mudar
de quarto!
Também
contratamos as atividades com o próprio hotel.
Em Rangiroa só tínhamos 1 dia inteiro e dois dias pela metade; o passeio
ao Blue Lagoon é de 1 dia inteiro e o snorkel pelo Tiputa Pass estava
acontecendo por volta de 13h. Sendo
assim, contratamos um passeio privado para conseguirmos fazer ambas as
atividades.
O
Blue Lagoon é impressionante, na viagem de ida dá para ter uma vista aérea do
avião (é bom perguntar o lado do avião para aeromoça, eu não me lembro). Do hotel até o Blue Lagoon é aproximadamente
1 hora, o mar estava batendo bastante e na volta piorou, mas valeu todo o sacrifício,
pois lá é o paraíso, a água é cristalina, tem um degradê lindo e pudemos ver
vários tubarões por lá! Depois o capitão
do barco nos levou para um local bem próximo dali, mas com uma profundidade
maior, onde entramos na água com dezenas de tubarões galha preta e tivemos a
oportunidade de ver dois tubarões limão, esses dois últimos deviam ter 3 metros ou mais! Na volta do Blue Lagoon, fizemos o snorkel no
Avarotu Pass (o Tiputa Pass estava bem agitado e não era recomendável), adorei
a sensação de ser levada suavemente pela correnteza! Na volta do passeio, conseguimos pegar a
scooter e avistamos golfinhos no Tiputa Pass.
O Tiputa fica a uns 5 ou 10 minutos do hotel de scooter. Depois disso, demos um volta pela
cidadezinha, mas era domingo e quase tudo estava fechado!
O
quarto do hotel em Rangiroa tinha muito mosquito! O hotel fornece, se solicitado, aqueles
dispositivos de colocar na tomada, mas talvez fosse interessante levar um
repelente também!
Em
ambos os hotéis contratamos meia pensão, sendo assim, nem pensamos em jantar
algum dia fora do hotel, pois a comida era deliciosa, especialmente no
Thalasso.
Ah,
também nos dois hotéis assistimos apresentações de danças típicas da região!
Adoramos!
Na
volta de Rangiroa para Papeete decidimos ir direto para o centro de Papeete
para conhecer o mercado municipal e comprar pérolas negras! Chegamos no centro por volta de 16:20 e
estava tudo começando a fechar, o jeito foi entrar na primeira loja de pérolas
e em seguida voltar para o aeroporto, onde teríamos que esperar até 1:50 para o
vôo.
No
aeroporto tinha local para deixar as malas até 22h. Ficamos por lá conversando
com um brasileiro que estava fazendo um mochilão sozinho pela Polinésia. Aliás, ele nos contou que quando chegou em
Papeete ficou pelo aeroporto para esperar o vôo para Moorea e decidiu dar uma
volta pelos arredores do aeroporto quando então se deparou com um cara armado,
segundo ele o cara fez questão de mostrar que estava armado, mas passou direto!
Ainda
em relação à segurança, um casal nos contou que foi seguido nos arredores do
hotel La Moana,
eles estavam tentando ir a alguma lojinha nas redondezas (a moça da recepção
indicou a direção contrária para eles) quando dois rapazes ficaram observando e
seguiram eles. Eles tiveram impressão de
ver uma arma também, mas não têm certeza!
Achei
o câmbio do dólar bem desvantajoso nos hotéis.
O câmbio do euro é o mesmo em qualquer lugar, enquanto que o do dólar
varia. Segundo o mochileiro que
encontramos, ele tinha lido que o euro era mais vantajoso. Não cheguei fazer a
conversão para checar qual era a melhor, mas vale a pesquisa para quem está
planejando viajar para lá.
O
mês de março é conhecido como um mês chuvoso!
Semanas antes da minha viagem, comecei a acompanhar a previsão do tempo em Bora Bora e Rangiroa e fiquei
bastante chateada, pois a previsão era bastante pessimista! Por sorte e para minha felicidade, todos os
dias da minha estadia fez muito sol!!!
Choveu dois dias a noite em Rangiroa somente! O pessoal de lá informou que os dias
anteriores tinham sido de chuva... tivemos sorte! J
Itens
imprescindíveis para levar nessa viagem: câmera subaquática, sapatilhas de
mergulho, protetor solar, caladryl e tripé para a máquina fotográfica (melhor
maneira para se ter fotos do casal)! Obs:
O tripé tem que ser despachado. Ainda no
RJ fomos barrados no raio-X e tivemos que voltar para despachar.
Os
hotéis fornecem máscaras de mergulho e nadadeiras. Optamos por levar nossas máscaras!
Achei
a temperatura da água ideal, não chega a ser quente como as águas do Nordeste e
nem fria como no Rio de Janeiro!
No
vôo de volta percebemos a quantidade de brasileiros que estava por lá, pelo
menos uns 10 casais, a maioria de lua de mel! Teve um casal que fez um “day
use” no Intercontinental do Tahiti para não precisar ficar horas no aeroporto
aguardando o vôo de volta! Achei uma boa
idéia e acredito que não devam cobrar uma diária inteira!
Bem,
mesmo com o incidente que aconteceu com o meu marido, a viagem foi maravilhosa,
nem isso atrapalhou nossa viagem! Quem sabe, algum dia nós voltamos para
comemorar alguma boda...
Andressa,
mais uma vez muito obrigada pelas dicas, você foi fundamental para que tudo
desse certo!
Beijos,
Marcela